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Próstata no BTT


"A próstata dos cicloturistas"

A próstata é um glândula vizinha da bexiga. O seu funcionamento habitual é imperceptível mas as suas modificações provocam muitas vezes perturbações urinárias.

Esta glândula aumenta de volume no homem, de forma natural, depois dos 50 ou dos 60 anos. Tem-se por vezes acusado a prática do cicloturismo de provocar ou de acelerar esta hipertrofia. Quem diz isto? Quais são as doenças da próstata e os tratamentos mais eficazes?



  • Anatomia e funcionamento da próstata 

    No homem, o parelho genital e o aparelho urinário estão estreitamente associados. Compõem-se de vários órgãos que asseguram a produção da urina e do esperma, sendo ambos eliminados pelo mesmo canal, a uretra, que atravessa o pénis. A próstata é uma glândula em forma de castanha, colocada sob a bexiga e envolvendo a uretra. 

    A secreção da glândula prostática mistura-se com a das vesículas seminais e com os espermatozoides criados nos testículos para formar o esperma. O desenvolvimento do tecido prostático depende das hormonas masculinas. Surge essencialmente na altura da puberdade e depois pára. Pode voltar a desenvolver-se mais tarde sob o efeito do envelhecimento. Produzir-se-á, então, uma hipertrofia da glândula, chamada adenoma prostático, que pode ocasionar a redução do diâmetro da uretra e de provocar dificuldades na micção. 

  • As doenças prostáticas 

    A prostatite

    É uma inflamação da glândula que pode aparecer em qualquer idade. Muitas vezes, uma infecção bacteriana transmitida por via sexual é a sua causa. O doente terá sintomas de febre, calafrios, tonturas, dores durante a micção, frequente vontade de urinar, dores ao nível do baixo ventre e, em certos casos, um corrimento de pus pelo pénis.

    Um exame citobacteriológico da urina porá em evidência o gérmen responsável por esta infecção. O tratamento antibiótico é longo, no mínimo de três semanas, para evitar recidivas que poderiam conduzir a uma forma crónica de prostatite, perante a qual a medicina tem actualmente poucos meios. Os medicamentos anti-inflamatórios poderão acompanhar a terapia pelos antibióticos. 

    O adenoma prostático

    É um tumor benigno muito frequente no homem depois dos cinquenta anos. Sob o efeito do envelhecimento, há um aumento do tecido prostático tal como acontece na puberdade. Dois terços dos homens são atingidos mas metade deles desenvolve verdadeiros sintomas. Em certos casos, o tecido hipertrofiado estende-se até à periferia da glande, pode comprimir as paredes da uretra e perturbar a saída da urina provocando diversas perturbações urinárias: Frequentes micções, sobretudo durante a noite, diminuição da intensidade do jacto de urina, impossibilidade de esvaziar completamente a bexiga, sensações de ardor e de incómodo. Com o tempo, este esvaziamento incompleto da bexiga pode favorecer o aparecimento duma infecção, incontinência ou mesmo de uma insuficiência renal.

    Enquanto as perturbações são discretas, um tratamento medicamentoso pode ser suficiente. Utilizam-se medicamentos que descongestionam esta glândula, que agem ao nível das fibras musculares ou que diminuem o seu volume.

    Uma vez que o adenoma provoca retenção da urina, a cirurgia é a terapêutica mais indicada. Actualmente, na maior parte dos casos, o cirurgião usa as vias naturais. Sob anestesia ele introduz no pénis uma fibra óptica que lhe permite visualizar e cortar o tumor. Por prudência é necessário esperar cerca de três meses antes de montar de novo a bicicleta. Enfim, o adenoma da próstata não ocasiona o cancro. Não há correlação entre estas duas doenças mas a sua coexistência é possível.

    O cancro da próstata

    É um dos cancros mais frequentes no homem de mais de 50 anos. A sua origem permanece desconhecida mas têm-se estabelecido relações significativas com o tabagismo, a alimentação ou o comportamento sexual. A sua evolução é lenta e silenciosa, sem sintomas aparentes durante muito tempo. Quando as perturbações urinárias aparecem o volume do tumor é já significativo. Quanto maior for o volume do tumor mais difícil será a cura, donde a importância de uma despistagem precoce. A partir de uma certa dimensão, o tumor invade tecidos vizinhos e dá lugar ao aparecimento de metáteses que se expandem por todo o organismo, sobretudo nos ossos, mas também no fígado e nos pulmões.

  • Numerosos tratamento existem

    - A cirurgia propõe a ablação da glândula (prostatectomia). É a solução mais eficaz uma vez que, passados vinte anos, 76% dos doentes continuam vivos e sem recidivas. Desde logo esta intervenção pode praticar-se sob colioscopia, passando fibras ópticas e instrumentos pelo umbigo e por incisões minúsculas ao nível do baixo ventre. Esta técnica melhora o conforto operatório, reduz o tempo de hospitalização, diminui os riscos de incontinência urinária e de impotência no período pós-operatório.

    A radioterapia externa consiste em irradiar a próstata durante 6 a 10 semanas. O risco de recidiva é maior do que com a cirurgia mas os riscos de impotência são menores.

    Na terapia por rádio  colocam-se grãos de iodo radioactivo no centro do tumor a fim de o destruir. A eficácia a longo prazo está em estudo.

    No tratamento por ultra-sons provoca-se uma elevação brutal da temperatura (85º a 100º) para cozer as células cancerosas. A eficácia a longo prazo está em estudo.

    A crioterapia propõe a eliminação do tumor pelo frio. Falta avaliar a sua eficácia.

    Enfim, o cancro da próstata é hormono-dependente. Suprimindo a testosterona, a hormona masculina ou os seus derivados, a próstata diminui de volume e as células cancerosas param de evoluir.

  • A influência do ciclismo

    Na utilização da bicicleta, a posição sentada pode pôr em contacto com o selim toda ou parte da próstata. Esta justaposição pode explicar por vezes a inflamação da glândula, as dores e, eventualmente, uma elevação da taxa de PSA, sem que isto esteja demonstrado formalmente. Nenhum estudo científico demonstrou uma correlação entre a prática do ciclismo e o aparecimento (ou o agravamento) dum adenoma prostático.

    Os problemas provocados pelo selim são as uretrites (inflamação do canal urinário) causadas pela pressão. As lesões traduzem-se por dores do tipo de formigueiros ou de ardor, ao nível do pénis.

    Em todos os casos, a prevenção ou a correcção destes problemas passa pela escolha  de um bom selim, suficientemente largo e macio para que o rabo repouse correctamente na parte mais larga do selim. Em caso de dúvida deve pedir-se uma radiografia da bacia onde se poderá medir a distância das tuberosidades isquiáticas e escolher, então, um selim suficientemente largo, adaptado à anatomia de cada um. A posição prolongada na ponta do selim é sempre de evitar. O selim deve estar na posição horizontal, não demasiado alto e em caso algum levantado à frente.

    Estas precauções são fundamentais no cicloturismo onde se está muito tempo sentado no selim como acontece durante as grandes distâncias. 

  • A prevenção 

    A prevenção passará essencialmente por um exame sistemático da próstata, de dois em dois anos, a partir dos 50 anos. Se houver antecedentes familiares de cancro da próstata será aconselhado fazer este exame a partir dos 40 anos.

    Este exame médico constará de um toque rectal para avaliar o volume, a consistência e os limites da próstata e uma análise ao sangue para ver a taxa de PSA (antigénio prostático específico). Trata-se de uma glicoproteína segregada pela próstata cuja elevação da sua percentagem no sangue é característica da prostatite, adenoma ou cancro. 

    Logo que seja detectada qualquer coisa de anormal, o paciente deverá ser enviado a um Urologista que se encarregará de mandar fazer os exames complementares: 

    Uma ecografia ou uma TAC para apreciar melhor o volume prostático e as suas repercussões sobre os órgãos envolventes (bexiga, uretra), assim como o volume de urina na bexiga antes e após a micção.
    Medida do débito urinário. É um exame simples e eficaz que permite confirmar uma obstrução do canal urinário.
    Uma série de biópsias, isto é, um exame de 10 a 12 níveis da próstata para analisar o seu tecido constitutivo e pôr em evidência uma evolução cancerosa.   


Em conclusão, as doenças da próstata não são derivadas do uso da bicicleta. Elas são muito frequentes em toda a população, a partir dos 50 anos. Os cicloturistas, tal como as pessoas sedentárias, deverão fazer despistagens a partir desta idade, ou mesmo antes, se pertencem a uma família de risco. Quanto mais cedo um cancro for diagnosticado, mais fácil será o seu tratamento e menos tempo ele terá para disseminar metáteses.

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Comentário:
jose assad sobrinho
Ola boa tarde. Tenho prostatite cronica, e faço acompanhamento urologico de 4 em 4 meses por orientação médica. Ja fiz duas biopsias, e os resultados foram negativos, mas o meu PSA está sempre em torno de 3,5 a 4 ngdl o que deve condizer com o processo de envelhecimento, no meu caso, 64 anos, Alem desse exame, faço tbem o toque, e o resultado é sempre satisfatorio. Mas o seu relatorio sobre essa doença, me deixou mais tranquilo com relaçao a certos hábitos alimentares e ciclismo, que por ocasiao de um exame a pessoa não deve praticar o exercicio, em função do aumento prostático. As micções acontecem até tres vezes a noite, quando pratico o exercicio. Isso me deixou de certa forma em alerta. Mas dada a sua explicação, nada tem a ver com o hábito de se exercitar com a bicicleta.
Bem, isso posto, gostaria de saber o qiue existe de novidade no tratamento desse mal, que pode evoluir para um mcancer final, ou se ja existe novos recursos para tratamento ou erradicação, .Abraços
2012-07-12 21:17:37

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